MARQUES DE SOUZA
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Em Marques de Souza a paisagem logo encanta a quem ali chega: de um lado a cidade delineada pelo Rio Forqueta; do outro as verdes e sinuosas montanhas. A exuberância da natureza é complementada pela herança cultural dos colonizadores alemães e italianos, facilmente percebida na arquitetura, nos sotaques e na culinária.
Na parte alta do município, os italianos, povo trabalhador e festeiro, capaz de unir esforços e criar eventos únicos como a tradicional Festa da Bergamota e o Filó Italiano, que impressionam pela receptividade e a farta gastronomia.
Na parte baixa, os alemães, povo ordeiro e caprichoso, com suas casas enxaimel de pátios impecáveis como no Camping da Pedra, que possui um rico museu particular, ou o Café Colonial Stacke, que serve um verdadeiro banquete com sabor caseiro.
Os visitantes podem ainda caminhar pelo interior com o projeto Passeios na Colônia, vivenciando os aspectos culturais de cada comunidade, ou pelas trilhas do Centro Ecológico Pedra d’Mim, onde é possível realizar vivências espirituais; e ainda aproveitar os campings espalhados ao longo da BR 386.
A avicultura é hoje a atividade de maior desenvolvimento no município, devido a característica de nossas propriedades rurais (minifúndio), bem como o tipo de terreno, (acidentado). Há também investimentos no setor de suinocultura, e em ambas as áreas os agricultores são integrados a empresas do setor, recebendo apoio da administração municipal quando da instalação de novos investimentos ou ampliações.
Destaca-se na produção primária, com avicultura - frango de corte e postura; suinocultura - terminação; bovinocultura – leite e de corte; e agricultura, milho, fumo, soja, feijão, hortifrutigranjeiros e outras de subsistência. No setor industrial, frigoríficos, laticínios, olarias, panificadoras, pedras preciosas e semipreciosas, móveis e esquadrias.
No comércio, destaque para o varejista em geral. Destaca-se ainda pela beleza dos campings, sendo conhecida como a capital no setor. Entre eles, o da Pedra, Stackão, Germano e Riacho Doce. Além disso, dispõem de matas nativas propícias para caminhadas ecológicas, trilhas de moto e jipe, grutas nativas, rios e riachos para a prática de esportes aquáticos.
Histórico
Entre 1870 e 1880, sem poder precisar com exatidão, deu-se o início da colonização do atual município de Marques de Souza, com imigrantes e descendentes de alemães que vieram da região de Nova Petrópolis e outras regiões dos vales do Caí e Sinos, chamando-se inicialmente Neu Berlin da Forqueta.
Sendo que os colonizadores eram, em sua grande maioria, de ascendência germânica. Pelo ato nº 596 de 04/07/1916, João Batista de Melo, Interventor do município mãe Lajeado, criou o 5º distrito de Lajeado, com a denominação de Nova Berlim, e que foi instalado em 18/07/1916.
Ainda em 1916 ocorreu a mudança do nome da localidade para o nome atual, Marques de Souza. Nome dado foi em homenagem ao Conde de Porto Alegre, Manuel Marques de Souza. Marques de Souza emancipou-se politicamente de Lajeado em 28 de dezembro de 1995, com decreto assinado pelo governador da época. Marques de Souza que se tornou a sede, além de Tamanduá e Bela Vista do Fão.
A etnia alemã é predominante nas várzeas (vale do Forqueta, inclusive na sede), enquanto os italianos estão concentrados na zona alta – Bela Vista do Fão e parte do distrito de Tamanduá.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Nova Berlim pelo Ato Municipal nº 596, de 04/07/1916, no município de Lajeado. Em 1916, o distrito de Nova Berlim toma o nome de Marques de Souza.
Em divisão territorial datada de 1º/07/1950, o distrito permanece no município de Lajeado. Desmembrado de Lajeado, Marques de Souza é elevado à categoria de município pela Lei Estadual nº 10.665, de 28/12/1995.
O município foi instalado em 1º/01/1997, constituído de três distritos: Marques de Souza, Bela Vista do Fão e Tamanduá, todos desmembrados de Lajeado.